terça-feira, 20 de novembro de 2012

PAÍSES DE ECONOMIA EMERGENTE




   A expressão países emergentes foi substituída por 'em desenvolvimento', antigamente, conhecidos como países de Segundo e Terceiro Mundo.  Veja bem: para se entender o que é um país de Terceiro Mundo, é preciso mergulhar na história, mais precisamente, na Guerra Fria (1945 - 1989). O período das batalhas indiretas marcou-se por causa dos Estados Unidos e os seus aliados. Eles formaram um bloco capitalista, conhecido como Primeiro Mundo.

   Na época, eram as nações da América do Norte: Canadá e Estados Unidos; parte da Europa Ocidental, Japão, Austrália. O Segundo Mundo era representado pelos socialistas: União Soviética, a China, Coreia do Norte e Cuba. O Terceiro Mundo era composto pelos países da América do Sul, o continente africano, em sua totalidade, e parcela da Ásia e Filipinas. Esses, formavam os países neutros, não se posicionavam em relação a nenhum dos grandes blocos: capitalista e socialista.

   Os países considerados como emergentes são aqueles que apresentam grande potencial e buscam se reordenar em vários aspectos: mercado, político e apresentam uma alta taxa de crescimento – o que contribui para as relações econômicas no exterior. Ou seja,  uma nação rumo ao desenvolvimento passa pelo processo de globalização. Os que estão no decorrer dessa evolução são chamados de emergentes. Podem ser tomados como exemplo Brasil, Rússia, Índia e China. Eles formam o grupo denominado de BRIC – termo criado por Jim O'Neill, presidente da Goldman Sachs.

   Então, os países emergentes ou em desenvolvimento são classificados a partir de seus dados políticos e sociais, tais como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Os números apontados por essa estatísticas contam ao destacar o nível em que cada país se encontra. Ele é avaliado em uma escala  que vai de zero até 10. Grosso modo, os lugares que atingem a marca entre 0,8 e 0,9,   o IDH é elevado – acima disso, é muito elevado.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

ÁSIA

       

 A Ásia pode ser regionalizada em: Oriente Médio, Ásia meridional, Sudeste asiático, Ásia Central e Ásia Oriental.

image


  •  Oriente Médio    
    É uma região de grande contraste, com países que enfrentam sérios problemas sociais, agravados pelos conflitos existentes- como o do Iraque, o do Afeganistão e o da Palestina-, e outros que usufrue os recursos do petróleo.
    Israel apresenta os melhores índices econômicos do Oriente Médio. Sua indústria é altamente desenvolvida e sua agricultura, mecanizada. Esses fatores, somados á ajuda financeira  recebida dos Estados Unidos e de judeus de todo o mundo, possibilitam ao país ter um excelente  sistema de saúde e de educação.

  •  Ásia Central     
    É formada por ex-repúblicas soviéticas que hoje pertencem  á   comunidade dos Estados Independentes(CEI), mais a Mongólia e parte da China.
    Os índices de Desenvolvimento Humano  dessas repúblicas são intermediários. Todos ainda enfrentam sérias dificuldades para se inserir na economia de mercado e sofrem o aumento do desemprego, da violência e do tráfico  de drogas.

  •  Ásia Meridional
   É composta de India, Pasquistão, Bangladesh, Sri Lanka, Maldivas, Nepal e Butão, todos considerados países pobres, com índices de Desenvolvimento Humano médio. A maior parte das pessoas vive em moradias precárias.

  •  Sudeste Asiático
   São países que apresentam diferentes níveis de desenvolvimento. Malásia, Tailândia e Filipinas possuem  economias mais dinâmicas, Laos, Camboja e Mianmar enfrentam mais problemas sociais, com valores  medianos de IDH.
   Com maior desenvolvimento estão  Brunei e Cingapura. O Timor-Leste vive basicamente da agricultura e da ajuda internacional.



     A desigualdade social é uma característica marcante no Sudeste Asiático, apesar da relativa melhoria nas condições de saneamento básico, saúde e educação. A economia é predominantemente voltada para o mercado externo. A agricultura é a atividade econômica que envolve a maior parte da mão de obra desses países, e o arroz, base da alimentação de seua habitantes, é o principal produto.




       Astana capital do Cazaquistão (Ásia Central)
   Cingapura capital de Cingapura (Sudeste Asiático)
     Jerusalém capital de Israel (Oriente Médio)



     
     
     
     
     
     Katmandu capital do Nepal (Ásia Meridional)
     
     
     
     fonte:geografia sociedade e cotidiano 3 -volume 3

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

AMÉRICA LATINA




  A América Latina é composta de muitas nações de Indices de Desenvolvimento Humano intermediário. Há, no entanto, alguns países que vêm apresentando melhoras,como os considerados emergentes- caso do México, Brasil e Argentina ou os com melhor desenvolvimento social, como Costa Rica, Chile, Uruguai e Barbados.

 A maioria dos países e regiões da América Latina apresenta baixo nível  de escolaridade e alta mortalidade infantil, que resultam em índices de desenvolvimento humano  medianos.

  A econômia de praticamente todos os países latino-americanos-exceção feita a algumas regiões industrializadas e do agronegócio no México, na Argentina, no Chile  e no Brasil- apoia-se basicamente na mineração e na monocultura de exportação, e os gêneros mais produzidos são  cacau, café, cana-de-açucar, banana entre outras futras tropicais.

  Na América Central, a produção  e a  comercialização dos gêneros de exportação são realizadas principalmente por empresas estadunidenses. O turismo também é muito explorado. Outra fonte de renda vem do dinheiro por milhões de migrantes que foram trabalhar nos Estados Unidos. Mas esses países vivem graves problemas  socioeconômicos, intensificado por constantes conflitos civis e catástrofes naturais. A má distribuição de terras e de riqueza também dificulta o desenvolvimento dessas nações.

  Nos países da América do Sul a produção agrícola para a exportação também é comum, variando os cultivos principais: na Colômbia, o café; no Equador, a banana; no Chile, as frutas; e no Paraguai, a soja. No Brasil, há uma maior diversificação: frutas, soja, café, açucar, entre outros.
  No Peru e no Chile há destaques para a mineração e a pesca também.
  Entre os países da América do Sul, o Chile é o que apresenta melhor IDH, com baixa taxa de analfabetismo(4%) e elevada expectativa de vida (77 anos, em média). A economia chilena apresentou  um forte crescimento nos últimos anos.(7% PIB do país ao ano).
  No Paraguai, uma importante fonte econômica é a energia elétrica, exportada para o Brasil e para Argentina. 
  A Bolívia junto da Guiana, é o país que apresenta o mais baixo IDH da América do Sul e sua economia depende basicamente de recursos naturais, como o gás natural.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ÁFRICA



   Muitos países africanos tiveram crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 6% e 7% ao ano, e receberam muitos investimentos, apesar do continente ainda enfrentar os mais sérios problemas socioeconômicos.

  O subdesenvolvimento pode ser medido com base em alguns índices:
  •  PIB, 
  •  volume e transações internacionais,
  •  a linha de pobreza estabelecida pelo Banco Mundial e
  •  IDH.
Aproximadamente um terço da população africana vivi com menos de 1 dólar por dia, ou seja, com valor abaixo da linha de pobreza definida pelo Banco Mundial.
  A continuidade dos conflitos armados, o avanço de epidemias, a falta de assistência médica, as péssimas condições de saneamento básico e, consequentemente, o agravamento da miséria são  problemas constantes no território. Por isso muitas dessas nações dependem da ajuda da comunidade e das organizações internacionais, como a ONU.

  Do ponto de vista econômico, apenas a África do Sul  e algumas regiões do norte do continente apresentam algum nível de industrialização. O restante dos países africanos  tem uma econômia baseada no setor primário, com destaque para a agropecuária e a exploração mineral.

 A riqueza mineral foi o principal  fator que levou os países europeus a ocupar e a explorar a África.  A agropecuária é outra atividade econômica dos países africanos. Atualmente os produtos mais cultivados na agricultura de subsistência são arroz, sorgo, milhete, banana, batata e inhame.








quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Os Problemas Socioeconômicos dos Países Subdesenvolvidos







    As questões relacionadas às desigualdades sociais e seus problemas derivados  podem ser identificadas em todos os países do mundo, mesmo naqueles que se inserem no grupo de grandes nações, mas nos países que figuram como subdesenvolvidos essas questões são mais acentuadas e de fácil percepção. A grande maioria desses países é subdesenvolvida devido a fatores históricos decorrentes da colonização Européia que ao longo de séculos explorou efetivamente tais países.


    Atualmente podemos nomear uma série de possíveis causas e conseqüências do subdesenvolvimento de muitos países, porém os principais são:





 •  Distribuição de renda: esse processo é comum as sociedades capitalistas e favorece o incremento de formação de bolsões de pobreza. A disparidade na distribuição da renda é provocada, sobretudo da concentração da riqueza nas mãos de uma parcela restrita da população. Nesse sentido, existem movimentos que buscam uma melhoria na distribuição dos rendimentos, mas quase sempre não obtém êxito, pois esses não detêm um poder de organização de influência. Isso dificulta ainda mais, pois a classe menos favorecidas é composta por pessoas com pouca instrução e se torna devido essa condição mais fácil de ser manipulada pelo sistema.













    • Baixos índices de escolaridade: o índice de escolaridade é um fator que está diretamente ligado à falta de recursos financeiros que é comum a grande maioria da população. A baixa escolaridade da população nos países subdesenvolvidos é proveniente, muitas vezes, de situações em que crianças se encontram em idade escolar são obrigadas a integrar o mercado de trabalho, quase sempre informal, para contribuir na renda familiar, isso momentaneamente é positivo para a família, mas posteriormente esses indivíduos serão trabalhadores adultos com baixa qualificação e encontrarão dificuldades para se colocar no mercado de trabalho. Resultado disso, esses trabalhadores vão trabalhar em empregos que exigem pouca qualificação e que oferecem baixos salários.



     • Problemas de moradia: Boa parte da população dos países subdesenvolvidos habitam em residências que se encontram em lugares marginalizados desprovidos de infra-estrutura de serviços básicos (pavimentação, esgoto, água tratada entre outros) e geralmente as casas ou barracos são extremamente precárias e às vezes sub-humanas. Em diversos países a marginalização desses bairros e da cidade foi acrescido pelo intenso fluxo de pessoas que migraram do campo para as cidades, no qual esse processo é denominado de êxodo rural. Com o intenso fluxo os centros urbanos não conseguiram absorver o contingente de pessoas, além disso, o mercado de trabalho não ofereceu colocação para todos e às vezes essas pessoas não tinham qualificação o que agravava ainda mais os problemas.




  • A fome e a desnutrição: a falta total ou parcial de alimentos atinge uma enorme parcela da população mundial, em alguns lugares do mundo as pessoas ficam até dias sem alimento em outros elas ingerem esse de forma desbalanceada, ou seja, não consomem todos nutrientes indispensáveis a manutenção da saúde. Dessa forma essa população atingida não possui rendimentos sequer para adquirir o alimento diário.






    • Saúde: os problemas de saúde são decorrentes da falta de uma boa alimentação, moradias sem condições sanitárias e falta de comprometimento do poder público na implantação de medidas necessárias para amenizar os problemas dessa ordem. Os problemas sociais (alimentação, moradia, distribuição de renda, escolaridade) levam a mortalidade infantil e compromete a elevação na expectativa ou esperança de vida da população, principalmente dos excluídos.


















http://www.mundoeducacao.com.br/geografia/paises-subdesenvolvidos-os-problemas-sociais.htm


Grande Desigualdade Social

terça-feira, 2 de outubro de 2012

PAÍSES SUBDESENVOLVIDOS DO SUL





   A expressão subdesenvolvimento originou-se após a Segunda Guerra Mundial para denominar os países com baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), esse índice é analisado a partir dos indicadores sociais como:
  •  taxa de mortalidade infantil,
  •  taxa de analfabetismo,
  •  taxa de natalidade,
  •  renda per capita,
  •  qualidade de vida da população,
  •  aquisição ao conhecimento e
  •  expectativa de vida.
   Os organismos responsáveis pela avaliação dos dados são  a ONU (Organizações das Nações Unidas) e UNESCO (Organizações das nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura).



   O conjunto de países subdesenvolvidos é denominado de Terceiro Mundo, esses países são, em sua maioria, capitalistas de economia menos desenvolvida, pois enfrentam crises constantes, são dependentes economicamente, entre outros fatores determinantes.




     A partir desse período o mundo pôde ser regionalizado ou/e classificado em: 
  •   Países do Sul (subdesenvolvidos): em razão da localização geográfica, pois se encontram no hemisfério sul; com exceção da Austrália e a Nova Zelândia, todos são subdesenvolvidos.
  •  Países do Norte (desenvolvidos): países localizados no hemisfério norte, quase todos são países ricos e desenvolvidos.
   
















http://www.brasilescola.com/geografia/subdesenvolvimento.htm

sábado, 8 de setembro de 2012

PAÍSES DESENVOLVIDOS DO NORTE 1 e 2




 Para compreender melhor as condições que definem um país desenvolvido, é necessário analisar os dados referentes á:

   - Economia, como o produto interno bruto (PIB).
   - E os dados relativos ás condições de vida da população, que compõe o índice de desenvolvimento humano(IDH).

 
 Os países desenvolvidos trazem como marca de desenvolvimento: uma produção significativa; investimentos em pesquisas e tecnologia e um desenvolvimento agropecuário apoiado na utilização de tecnologias avançadas. Já nos índices sociais são elevados, e a maioria da população tem acesso a emprego, moradia, transporte, saúde, educação, lazer e cultura.

  Embora essas nações apresentem características em comum, elas não revelam um padrão de vida homogêneo. Existem várias diferenças entre elas.

   ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL ( WELFARE STATE)

  Política  desenvolvida nos Estados Unidos diante da grande depressão de 1929. Esta pressupunha direitos ao individuo, desde o nascimento até a morte, a um conjunto de bens e serviços.
  Após a segunda guerra mundial essa política se estendeu para os países da Europa Ocidental, ampliando também a ideia de democracia, de cidadania além dos atendimentos ás questões sociais.

             Países desenvolvidos do Norte 1:

       AMÉRICA  ANGLO-SAXÔNICA




   Formada por Estados Unidos e Canadá, esses dois países possuem cerca de 340 milhões  de habitantes e um território de quase 20 milhões de quilômetros quadrados de área. O Canadá é o segundo mais extenso do planeta e os Estados Unidos o quarto.
    No século XVI muitos europeus disputaram essa parte do globo onde fundaram os primeiros povoados. Em 1565, os espanhóis foram os primeiros a chegar no atual Estado da Flórida, no sudeste do país.Quatro décadas  depois, os ingleses dominariam a costa Atlântica dessa parte do continente americano. Em 1608, os franceses ocuparam a parte da costa leste do atual Canadá  e depois o vale do rio São Lourenço.
    Com a formação das 13 colônias inglesas na América do Norte, a imigração inglesa tornou-se mais intensa. Ao contrário das colonizações espanhola e portuguesa, que se ocuparam apenas da exploração  das terras recém-conhecidas.    Nesse modelo de colonização, foram estabelecidas colônias de povoamento, nas quais os ingleses promoveram o desenvolvimento de um mercado interno. No entanto, nas colônias do sul, foi introduzido um sistema de exploração colonial  fundamentado na monocultura em latifúndios, voltada para o mercado externo.
    O aumento dos impostos pela Inglaterra deflagou inúmeras revoltas e manifestações, fato que levou os colonos americanos a declarar a independência das Treze Colônias da América, em 1776, o que deu origem aos Estados Unidos da América. 


  •    ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA 

      Como vimos, a formação dos Estados Unidos ocorreu com a independência das 13 colônias.
     A expansão territorial foi acompanhada de dois fatores importantes:a vinda de imigrantes em massa e a construção de ferrovias que ligaram a costa leste a pacífico, propiciando, dessa forma, a expansão econômica do país. vale dizer que de 1812 a 1850, a população dos Estados Unidos aumentou de 7,5 para 23 milhões e o seu território cresceu de 4,36 milhões para 7,7 milhões de quilômetros quadrados. Contudo, quem mais sofreu com a expansão foi a população nativa, reduzida drasticamente.
     A população do Estados Unidos é composta basicamente de descendentes de europeus que emigraram em diferentes épocas a partir do século XVI. Somam-se a eles os descendentes de africanos vindos na época da escravidão, os asiáticos e uma minoria de ameríndios, Atualmente destaca-se a comunidade de latino-americanos que vem crescendo significativamente no país. Todos esses povos são responsáveis pela formação de uma nação que ocupa 50 estados: 48 contíguos mais o Alasca, na porção noroeste do continente, e o arquipélago do Havaí, no oceano Pacífico.
    O padrão de vida nos Estados Unidos é bastante elevado, milhares de pessoas das nações subdesenvolvidas tem migrado para os Estados Unidos com a pespectiva de obter melhores condições de vida.  

  •   CANADÁ
    O Canadá é um dos países com melhor padrão de vida do mundo, com baixos índices de mortalidade infantil e de analfabetismo e elevada espectativa de vida.
      A população canadense é formada principalmente por descendentes de ingleses(40%) e franceses(27%), por isso, o inglês e o francês são idiomas oficiais. Os povos nativos, quase totalmente exterminados ao longo de séculos de colonização, correspondem atualmente a apenas 2%.
   O Canadá detém em seu território grandes reservas de minérios, como zinco, urânio, amianto, níquel, petróleo e gás natural. Existe no país um grande potencial hidrelétrico; no entanto, elevado consumo de energia para o aquecimento faz com que quase toda produção seja destinada ao uso interno. 
   No setor agrícola, o país se destaca pela produção de trigo, cevada, milho, aveia e canola e, na pecuária, apresenta grandes criações de bovinos, ovinos, suínos e aves, além de ser um dos maiores produtores mundiais de pescados. 
   A indústria canadense é bastante diversificada, com destaque para equipamentos de transporte, papel, produtos químicos, eletroeletrônicos, metalúrgicos e produtos de alta tecnologia, como satélites de comunicação.
  Grande parte da sua produção tem como destino o mercado externo, principalmente os Estados Unidos, que importam um quinto dos produtos canadesnses. Essa relação foi intensificada com a criação do Nafta.


        * Nações Desenvolvidas do Pacífico


    Em 1993 foi criado o bloco econômico denominado Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico). Fazem parte desse bloco o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia.

  •    JAPÃO  
 O Japão é um país bastante povoado, com 80% das pessoas residentes nas áreas urbanas.É também um dos países mais desenvolvidos economicamente, apresentando IDH elevado.
  O relevo do Japão se caracteriza  pela predominancia de montanhas.  Estas ocupam mais de 80% do território japonês. Com isso boa parte do território é inabtável e pouco favorável a agricultura. A maior parte da população se concentra nos sopés das montanhas.
  A floresta é a vegetaçãopredominante e cobre mais de 60% do território.
   O produto  Agrícola de maior destaque é o arroz, base da alimentação japonesa e único bem agrícola no qual o país é autossuficiente. Outros produtos cultivados em solo japonês são: frutas, cereais, soja, legumes, hortaliças etc., embora o país tenha que importar grande parcela desses alimentos. O país apresenta ainda a maior frota pesqueira do planeta. Seus navios recolhem e processam milhões de toneladas de pescados todos os anos, o que gera conflito com outros países do Pacífico.

       AUSTRÁLIA E NOVA ZELÂNDIA

   São os dois principais países da Oceania, apesar de também terem sido colônias, apresentam IDH elevado. Os aborígines são os povos nativos que possuíam uma cultura rica e complexa. Com a chegada dos europeus, muitos desses povos foram exterminados ou obrigados a viver em reservas delimitadas pelos colonizadores.
    


  •    AUSTRÁLIA  
     
    Grande parte do seu território é coberta por extensos desertos e é desabitada.
    O relevo australiano é bastante antigo e desgastado pela ação erosiva de ventos, chuvas e calor. Suas altitudes são modestas, com metade do território abaixo dos 300 metros. Parte do território australiano está coberta por florestas de eucaliptos, que abrigam uma fauna endêmica.
    Do ponto de vista social, o país apresenta elevados níveis de PIB per capita, analfabetização e expectativa de vida (80 anos).
    Esse conjunto de indicadores levou o país a apresentar um dos melhores índices de desenvolvimento humano do mundo, assumindo a segunda posição do ranking mundial, de acordo com o Relatório do PNUD em 2009. 
    Atualmente, um dos setores mais importantes da economia australiana é o da mineração, e o país é um dos maiores produtores mundiais de minério de ferro, carvão, níquel e ouro. 
   A partir da década de 1970 o país desenvolveu novas parcerias comerciais nesse setor. Primeiramente com o Japão, e atualmente com a China, que, além de ser o maior comprador de minérios australianos, começa a adquirir empresas do setor, buscando com isso controlar os minérios de que necessita para suas indústrias.
   O centro político do país  é a cidade de Canberra.
  
  •   NOVA ZELÂNDIA 
  Conhecida oficialmente como "Aotearoa", nome dado por seu povo nativo, os Maoris. Esse país possui  IDH elevado, assim como a Austrália, apresenta altos níveis de PIB per capita, analfabetização e expectativa de vida(79 anos), o que o insere no grupo dos países desenvolvidos.
    A população neozelandesa é formada principalmente por descendentes de britânicos(86%). A  outra parte é de Maoris e outros povos polinésios. A ilha do norte concentra maior parte da população em cidades como Auckland, a maior do país, e Wellington, a capital.
    A principal atividade produtiva do país é a agropecuária. A Nova Zelândia é grande produtora de leite e derivados e principalmente de lã. 






                   Países desenvolvidos do Norte 2:
  
  •   UNIÃO EUROPEIA


      A União Europeia reúne hoje 27 nações e forma um dos blocos econômicos mais consolidados do mundo.
    
       * Processo de Integração

    Desde o século XV já se pensava na criação de um parlamento dos Estados Europeus, mas só no século XX após a unificação de vários Estados-Nações, é que as negociações tornaram-se possíveis.
     Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), algumas nações europeias, sentindo-se ameaçadas pelo poder dos Estados Unidos e da União Soviética, deixaram antigas rivalidades de lado e estabeleceram acordos para reorganizar a economia e a política no continente.


             *  O tratado de Maastricht e a criação da União Europeia
       

   O Tradado de Maastricht, em 1992, promoveu um aprofundamento do papel da comunidade, dando início ao que se denominou União Europeia. Procurou-se a partir daí reforçar a cooperação política, desenvolver a vertente social da comunidade e melhorar a eficácia e a legitimidade democrática das instituições.
   Esse tratado trouxe a efetivação de um mercado único, estabeleceu uma moeda única, o euro, e a criação de um Banco Central Europeu. 
   A moeda foi adotada pelos menbros da UE em 1999, mas somente em maio de 2002 ela começou a circular.
   Dando continuidade ao processo de alargamento, em 2004, mais dez países passaram a fazer parte da instituição: Chipre, Eslovênia, Estônia, Hungria, Letônia, Lituânia, Malta, Polônia e República Tcheca. Com a adesão da Romênia e da Bulgária em 2007, a União Europeia elevou para 27 o número de Estados-membros. Com essa ampliação, a União Europeia se fortaleceu e ganhou maior poder de negociação no comércio mundial.
    Vale ressaltar que nem todos os países da União Europeia utilizam o euro como moeda de troca (p/ exemplo Reino Unido, Suécia e Dinamarca). 
    Quanto as questões ambientais, o Tratado de Maastricht foi importante a medida que incluiu o conceito de aprovar normas ambientais comuns entre os países-membros. Com isso foi possível orientar a construção de políticas e tomadas de decisões refentes às alterações climáticas e à redução no consumo de energia.Entre as medidas estão:
  • Reduzir em 20% as emissões de gases do efeito estufa da UE até 2020;
  • Economizar 20% no consumo de energia;
  • criar 12 instalações de grande porte que demonstrem tecnologias sustentáveis de combustíveis até 2015. 


               *  Aspectos Econômicos

       Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos emergiram como a maior potência capitalista do mundo contemporâneo, deixando a Europa como coadjunvante no cenário econômico mundial. 
    Mas o processo de reconstrução econômica, apoiado no Plano Marshall e na integração do continente, originou transformações internas significativas. Dessa forma, a produção industrial e as exportações de produtos e também de capitais cresceram substancialmente. Muitos dos produtos consumidos no mundo são feitos nesse continente ou em uma de suas empresas instaladas por quase todo o planeta.
    A agricultura europeia se destaca por ser altamente diversificada por utilizar tecnologias avançadas e pela produtividade elevada. As produções de maior destaque são as de cereais, como o trigo, a aveia, o centeio e a cevada, cultivados em países como Itália, França e Alemanha.
   Quanto à pecuária, ela é desenvolvida de forma intensiva, onde os rebanhos são confinados e tratados com os mais avançados recursos tecnológicos do setor. O rebanho mais importante é o bovino. A pesca, favorecida pelo enorme litoral e pela presença da corrente do Golfo, é fundamental para a economia de países como Noruega, Portugal e Islândia.

           * Aspectos Demográficos
     
    A União Europeia possui hoje cerca de 500 milhões de habitantes, o que faz a maioria de seus países membros, por suas dimensões territoriais, ser bastante povoada. Porém, a distribuição dessa população é bastante irregular, em virtude de fatores como o clima e o desenvolvimento econômico. 
    Em relação ao crescimento populacional, as taxas estão entre as mais baixas do mundo, chegando a ser negativas em muitos países. A queda nos índices de natalidade é o fator mais importante para entender esse processo.

  •    FEDERAÇÃO RUSSA E CEI (Comunidades dos Estados Independentes)
  




   A Rússia apresenta um índice de desenvolvimento humano próximo ao do Brasil e exerce um papel político-econômico expressivo.  Além disso a Federação Russa é a maior e mais importante república da antiga União Soviética ( URSS) e lidera o conjunto de países que formam atualmente a Comunidade dos Estados Independentes. 
    A CEI é uma organização supranacional criada após a dissolução da URSS em 1991. Com exceção dos países bálticos (Lituânia, Letônia, Estônia) e mais recentemente a Geórgia, todas as outras ex-repúblicas soviéticas mantêm-se na CEI. A maioria dos países da ex-URSS enfrentou grandes dificuldades para se reerguer economicamente. Em grande parte, a Rússia tem conseguido manter-se com ajuda estrangeira; além disso, possui grandes jazidas minerais, especialmente de carvão, gás natural e petróleo, o que lhe possibilita ganhos comerciais significativos.
    A desestatização associada às grandes dividas internas e externas e à falta de competitividade de suas empresas, levou esses países a recessão. O ápice dessa crise ocorreu em 1998 com a decretação da moratória no pagamento da divida externa do país. A desconfiança do mercado abalou as bolsas de valores no mundo todo e motivou uma crise global. Com um empréstimo contraído junto ao FMI e o aumento nas exportações de petróleo, a Rússia retomou o seu crescimento econômico a partir de 2000.      
   Cerca de um terço da sua população, no entanto, ainda vive na pobreza. A situação só não é pior por causa de alguns indicadores sociais, que conservam as heranças positivas características do período socialista.

  * Países da CEI:





RÚSSIA-Moscou.











  BELARUS-Misink






                                                               
                                                                                       UCRÂNIA-Kiev

                                                                                           


                                                                                       
  
AMÊNIA-Yerevan





GEÓGIA-Tbilisi




  AZERBAIJÃO-Baku




MOLDÁVIA-Chisinau


  •   PAÍSES DOS BALCÃS
  



  Os países dos Bálcãs localizam-se no sudeste do continente europeu e englobam, na sua maioria, repúblicas formadas após o desmembramento da antiga Iugoslávia, com exceção da Albânia. Desses países, apenas a Eslovênia foi integrada à União Europeia.
     
    



   (Fonte: GEOGRAFIA sociedade e cotidiano 3/ volume único Espaço mundial  Dadá Matins/ Francisco Bigotto/ Márcio Vitiello)

quarta-feira, 11 de julho de 2012

O Brasil e sua divisão regional

REGIONALIZAÇÃO



O PROCESSO DE REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL






  O espaço geográfico é um espaço diferenciado. Paisagens diversas aparecem aos olhos de quem se desloca, produzindo sensações de alegria, depressão, espanto, curiosidade, etc.
Viajando de carro ou de ônibus, observamos uma sucessão de imagens: montanhas e vales desaparecem e são substituídos por planícies, florestas verdejantes tomam o lugar de arbustos ressecados ou gramíneas rasteiras. Viajando de avião, abaixo do tapete de nuvens, observamos campos cultivados que desenham formas geométricas, pastagens extensas quase vazias, montanhas recobertas de árvores. Quando o avião decola ou aterrissa, aparecem edifícios, favelas, ruas movimentadas, chaminés: a paisagem da cidade.
Quais são as causas de todas essas diferenças? Por que o espaço geográfico apresenta paisagens tão variadas?

  A primeira causa da variedade de paisagens está na natureza. A natureza é bastante diversificada. Ela produz variações muito grandes no espaço geográfico. Climas, relevo, solos e vegetação são responsáveis pelo aparecimento de diferentes paisagens naturais. Lugares muito quentes e secos exibem vegetação pobre, de arbustos cinzentos e gramíneas esparsas. Lugares quentes e úmidos exibem vegetação florestal e grandes rios. Em lugares frios aparecem monótonas florestas de pinheiros.

  A Segunda causa da variedade de paisagens está na sociedade. A produção de riquezas e as culturas diferenciam o espaço geográfico e as paisagens.
Algumas áreas foram ocupadas pela economia moderna a tempos. Com isso, foram profundamente modificadas pelo trabalho social dos homens que ergueram cidades e indústrias, cultivaram os campos, construíram rodovias e ferrovias. Outras áreas dedicam-se à produção agrícola tradicional.
Regionalizar o espaço geográfico é dividi-lo em regiões, levando em conta as diferenças paisagísticas e a organização sócio-econômica das diversas áreas. É possível regionalizar espaços geográficos grandes ou pequenos. Pode-se regionalizar um bairro, dividindo-o em áreas residenciais, industriais, e comerciais. Pode-se também dividir o mundo inteiro, identificando, por exemplo, regiões desenvolvidas e subdesenvolvidas.

terça-feira, 3 de julho de 2012

AS CONDIÇÕES SOCIOECONÔMICAS


          

    Para conhecer a realidade de um país,  a qualidade de vida da sua população e o seu nível de desenvolvimento, é preciso analisar suas condições econômicas, sociais, políticas e culturais. É para isso que foram criados os indicadores socioeconômicos, usados para classificar o nível de desenvolvimento  de um país, para elaborar planejamentos governamentais em diversas áreas( saúde, educação, moradia, transporte entre outros ) e também para direcionar investimentos privados .Esses indicadores permitem ,enfim, propor soluções que visem á melhoria das condições de vida da população. 

  Até meados da década de 1970, os cálculos usados para medir o nível de desenvolvimento de um país apoiavam-se  exclusivamente  em dados econômicos. Medida pelo produto interno bruto (PIB) e pela renda per capita, que é a divisão entre a riqueza gerada no país e o total da população. Essa forma de analisar foi criticada a partir dos anos 1980.
   
 Um país é considerado desenvolvido quando apresenta dados de produção elevados e também boas condições de vida entre a maioria da população.
 São conciderados países subdesenvolvidos os que apresentam baixa qualidade de vida entre a média da população, mesmo mostrando uma produção econômica elevada. 

   Portanto, os indicadores socioeconômicos baseiam-se em médias numéricas, e não dados absolutos; demonstram as condições de vida da população de  um país, mas não as  generaliza, como por exemplo nas imagens abaixo:

                     Nas ruas de grandes países ricos podem-se ver pessoas em condiões de pobreza. 


  
                    Compradores olham carros de luxo no shopping em Nova Délhi, na India.

                       Crescimento econômico x desenvolvimento humano

Nas décadas de 1960 e 1970, a produção era o dado mais relevante para calcular o crescimento econômico de um país ou de uma região. para tanto, recorria-se ao PIB ou ao PNB. De acordo com esses dados econômicos, os países eram classificados em três grupos:

  desenvolvidos- constituído pelos paísesindustrializados, cuja econômia se baseava  na produção industrial;
  em desenvolvimento- formados por países que possuíam um parque industrial em expansão, apesar de sua economia ser basicamente agrícola;
  subdesenvolvidos-formados por países que apresentavam os índices mais baixos de produção e economia centrada exclusivamente na produção agrícola ou de matérias-primas.

Apartir da década de 1990, a ONU elaborou uma nova proposta de classificação dos países que passou a considerar, além do PIB, alguns  indicadores sociais. Esses indicadores são organizados de forma a revelar as condições de vida da população de cada país.São eles:longevidade,nível de escolaridade e pib per capita.

Longevidade ou espectativa de vida- corresponde ao número médio de anos que um indivíduo pode esperar viver.
Esse dado geralmente é usado para planejar ações voltadas á melhoria das condições de vida de idosos e da população em geral. Nos países pobres, a esperança de vida geralmente também é usada para esse mesmo fim, mas nem sempre as ações planejadas são suficientes para resolver todos os problemas dos idosos.
 Nível de escolaridade- são dados baseados em taxas de analfabetismo e as matriculas feitas nas escolas do ensino fundamental, médio e superior.
 PIB per capita- é uma média numérica que corresponde á soma de toda a riqueza do país dividida pelo total da população.Esses dados são usados pelas instituições públicas e privadas.




ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO(IDH)






Todos os dados analisados sobre á espectativa de vida,nível de escolaridade e á renda per capita, resultam no IDH, na qual os países são classificados em uma variação que vai de 0 a 1.


- Quanto mais próximo de zero, o país apresenta grandes problemas na qualidade de vida da população.


-Quanto mais próximo de  1,o país apresenta melhores condições de vida.


 Os países são classificados em quatro categoria:
- Desenvolvimento humano muito elevado: 0,900 a 1;
- Desenvolvimento humano elevado: 0,800 a 0,899;
- Desenvovimento humano médio: 0,500 a 0,799;
- Desenvolvimento humano baixo: menores que  0,500.
 

        Analíse a charge.